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Embrapa desenvolve inseticida que combate o mosquito
Produto utilizado no combate ao mosquito é biológico, eficaz e completamente inofensivo à saúde humana e ao meio ambiente
Publicado 28/05/13 às 13:40 atualizado às 13:40
Mosquito Aedes Aegypti, o transmissor do vírus da dengue (Agência Brasil/Fábio Rodrigues Pozzebom)

Desenvolvido com a finalidade de auxiliar no controle do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti) e do mosquito borrachudo (Simullium spp), o inseticida biológico Bt-horus, vem apresentando excelentes resultados. Criado em 2005 pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com a Bthek Biotecnologia, o inseticida foi feito a partir da bactéria Bt (Bacilus thuringiensis), amplamente utilizada em programas de controle biológico em todo o mundo.

Como a bactéria é entomopatogênica, ou seja, específica para controlar o mosquito transmissor da dengue e os borrachudos, o inseticida é inofensivo à saúde humana, de animais e ao meio ambiente. O seu uso é recomendado em locais que acumulam água, como plantas, lagos e caixas d'água. As larvas do Aedes aegypti morrem em 24 horas com apenas uma gota do produto para cada litro de água.

De acordo com Rose Monnerat, pesquisadora da Embrapa, que chefiou a equipe desenvolvedora do bioinseticida, o produto melhora a qualidade de vida da população e contribui para a preservação do meio ambiente. “Por não conter substâncias químicas nocivas ao homem e aos demais seres vivos, o produto pode beneficiar a pecuária pela provável redução de perdas com o controle dos borrachudos e gerar economia secundária nos programas de saúde pela diminuição de casos de dengue e de alergias decorrentes dessas picadas”, afirma Rose.

Projeto piloto

Em 2007, o Bt-horus foi usado na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal, para combate ao mosquito transmissor da dengue na região, que possuía grandes índices de infestação por casa - com 3,5 focos em cada dez habitações. A campanha uniu a Embrapa, as secretarias de Saúde, Educação e de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Administração Regional de São Sebastião e a empresa Bthek.

A campanha, realizada entre os meses de janeiro e junho de 2007, foi considerada inovadora, pois pela primeira vez no Brasil, um produto biológico foi usado em uma ação de saúde pública. Os resultados mostraram que o índice de infestação que era de 4% caiu para menos de 1%, porcentagem considerada aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Durante a campanha, o Bt-horus foi distribuído gratuitamente em cerca de 20 mil residências de São Sebastião pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF e por líderes comunitários, que atuaram como agentes de saúde na sua distribuição e aplicação. 

Nova campanha

Preocupada com o avanço no número de casos de dengue no Distrito Federal, a Embrapa promoveu, na última semana, a ação Diga Não à Dengue - cujo objetivo foi inspecionar, remover e tratar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, utilizando o bioinseticida Bt-horus. Cerca de 50 voluntários - entre empregados, estudantes e colaboradores da unidade da Embrapa - participaram da ação. De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, este ano foi registrado aumento de 680% no número de casos da doença na cidade.

O evento contou com uma palestra e em seguida, os voluntários foram divididos em grupos para inspeção em todas as dependências do campus da Embrapa, em busca de possíveis focos de proliferação das larvas do mosquito, que podem ser pneus, caixas d'água, estruturas de cimentos e outros locais que acumulam água parada. Para a ação, a empresa Bthek Biotecnologia Ltda., fabricante do bioinseticida, doou 120 frascos do bioinseticida. O produto foi aplicado em todos os possíveis focos identificados.

"Além de contribuir para reduzir a infestação do mosquito transmissor, o evento tem como objetivo aumentar a conscientização dos empregados da Embrapa sobre a importância de empreender ações preventivas em prol do combate à dengue", ressalta Rose Monnerat, palestrante na ação.

A ideia, conforme a pesquisadora, é que a campanha seja modelo para outras cidades do DF e que, futuramente, possa ser integrada ao Programa Nacional de Combate à Dengue do Ministério da Saúde. 

A doença

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A OMS estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

Fonte: Portal Brasil

 

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